quinta-feira, 9 de novembro de 2023

SANIDADE MENTAL

CRIMINOLOGIA 

Partes do livro


Não se trata aqui de crer nem de não crer, o importante é estudar, 
analisar e experimentar.
 Quando o homem intelectual diz: “Não creio nisso”, está demonstrando que é 
um supersticioso. O homem culto estudioso e analítico diz: “Vou estudar, vou 
experimentar, vou analisar”.
Existem em Psiquiatria forense distintas formas biotipológicas. 
Cada personalidade raciocina ante as percepções clarividentes segundo o diagnóstico personológico e psicopatológico individual especial. 
Existe o paranóico normal e o enfermo, ou esquizofrênico com reações violentas, instantâneas e terríveis. Existem também o neurastênico de dupla personalidade doentia, ou oligofrênico, assassino vulgar, o epilético;o esquizóide de variedade hipersensível ou hiperestésico com bases genotípicas. 
No curso de uma reação situacional, cada clarividente fala e trabalha condicionado pela classe de personologia e psicopatologia que o caracteriza corno ente humano.

Para o desenvolvimento da clarividência é necessário possuir cultura intelectual. 
Um clarividente sem cultura e sem disciplina intelectual de nenhuma espécie, degenera−se num delinqüente vulgar Um clarividente inculto pode cair nos seguintes delitos: calúnia e injúrias privadas ou públicas, difamação, injúrias e ameaças, uxoricídio, homicídio, suicídio, parricídio, matricídio, fratricídio, incesto, furto, rapto, ladrão, sedução sexual, força e violência, infanticídio etc. etc. e muitos outros casos de delinqüência estudados pela Psiquiatria e Psicobiologia. 
O papel patogênico do temor supersticioso induzido por percepções clarividentes infraconscientes, inconscientes ou subconscientes, dá origem ao assassinato, à calúnia e à injúria pública, e, em geral, a toda classe de delitos comuns. As percepções clarividentes do infraconsciente, ou do inconsciente, ou subconsciente produzem reações situacionais diferentes segundo a classe biotipológica do clarividente. 
Os clarividentes neurastênicos, esquizofrênicos, oligofrênicos, epileptóides e esquizóides de variedade hipersensível caem nos estados de consternação psicopática, sugestão compulsiva e patológica e delírio de perseguição supersticiosa que os levam ao abismo da delinqüência. 
Toda visão verdadeiramente positiva deve estar corroborada pelos fatos concretos do mundo físico. “A verdade não se distancia da natureza humana. 
Se o que consideramos verdade se separa da natureza humana, então não pode ser verdade.” 
O clarividente, se não é um santo, pelo menos deve ser um perfeito 
cavalheiro. 
 
A maior parte dos clarividentes poderia ser processada por calúnia e difamação de honra, injúria e ameaças. 
Outro aspecto que tem que levar em conta é a justificativa do corpo do delito. 
Se não se justifica o delito em nenhuma das formas estabelecidas pelos Códigos Penais o acusado é inocente. “Não faças aos outros o que não queres que te façam.” “A verdade não se afasta da Natureza Humana. Se o que consideramos verdade, e esta não está na Natureza Humana, então não é Verdade”. 
O Cristo disse: “Não julgueis, para que não sejais julgados”. “Porque com a 
vara que medis, sereis medidos.” 
O clarividente deve ser rigorosamente analítico, altamente intelectual e estritamente científico. 
O pior inimigo do clarividente é a ignorância. 
O clarividente deve aprender a ver sem a interferência de seu Eu, o egoísmo. 
Ver sem julgar.
O Eu do clarividente deturpa todas as representações supra−sensíveis que chegam à mente e às interpreta de acordo com seu ódio, ciúmes e toda classe de defeitos que carrega consigo mesmo. As reações subseqüentes do clarividente vêm a ser o resultado de seu próprio Eu psicobiotipológico. 
O clarividente paranóico é orgulhoso, gosta de estar isolado do povo, só trata com algumas poucas pessoas, é muito inteligente, astuto, desconfiado, sente−se infalível, crê ser um grande mestre, pensa que pode dominar o mundo, não concede razões a ninguém, somente ele é sábio, grande e poderoso. Essa classe de clarividentes, quando reagem o raciocínio com 
ódio, malícia, e desconfiança, podem chegar até a planejar friamente um assassinato intelectual. 
O clarividente neurastenóide é de dupla personalidade, tão pronto está fazendo oração e pregando coisas inefáveis como insultando, ou falando de armas e guerras, violência etc. Essa classe de clarividentes, ante uma representação desagradável, reage caluniando, insultando e até mesmo matando. Quando uma de suas personalidades sente−se colhida por um agressão ou humilhação, pede perdão e fala com devoção para nivelar−se. 
Alcançado seu propósito, então, a outra personalidade reage com orgulho, ira, soberba, vileza, traição e violência. 
Uma análise de fundo nos leva à conclusão de que Judas Iscariotes era um neurastenóide. Judas possuía dupla personalidade, tão pronto seguiu o Mestre como estava contra o Mestre. Beija−o e logo o entrega; se arrepende e por último se suicida. Esse é o tipo neurastenóide. 
No Cristo não existe o Eu, o mim mesmo. Cristo não reage ante as calúnias, bofetadas, ameaças e o látego da maldade. Cristo assombra por sua terrível serenidade. Cristo crucificado somente disse: “Pai, perdoai−os porque não sabem o que fazem”. No Cristo não existe o Eu e, por isso, não julga a ninguém. Cristo é um perfeito clarividente que sabe ver com compreensão, sem julgar, por que não tem Eu. Ele compreende e sabe. Ele é o espírito Universal da vida encarnado em Jesus de Nazaré.

O clarividente necessita aprender a contemplar as representações internas na ausência do Eu. Ver sem julgar, sem traduzir, sem preconceitos, sem fanatismo e sem paixão. O clarividente deve ser altamente compreensivo. 
Um clarividente esquizofrênico com suas reações violentas, instantâneas e terríveis, pode cair em delitos ao reagir contra uma representação desagradável. 
Um clarividente esquizóide hipersensível é pelo comum, triste, melancólico, auto−concentrado, introspectivo; possui vagas idéias, cansa−se com todo tipo de trabalho intelectual, etc. O clarividente esquizóide, se não é rigorosamente analítico, pode reagir ante uma cena desagradável matando pessoas e suicidando−se em seguida. 
O clarividente masoquista goza açoitando−se em presença de cenas místicas, ou fazendo terríveis penitências até morrer. 
A clarividência exige pensamento lógico e conceito exato. E para ser um clarividente prático se necessita do equilíbrio perfeito, pois se possuir algum trauma psíquico pode sofrer sérios transtornos mentais e criar inconscientemente no mundo mental imagens fatais. Quando o clarividente mentalmente desequilibrado contempla suas próprias criações mentais supra−sensíveis, pode receber o choque nervoso emotivo, ou o ímpeto vertiginoso; uma brusca emoção imprevista e aguda que o levam, exatamente, ao abismo do delito. O trauma psíquico é o resultado de uma grande punição moral ou de um tremendo susto; como a perda de um ser querido. 
O clarividente sado−masoquista chega ao estado de perversão sexual, que, facilmente, se converterá em um assassino místico−erótico. O clarividente sado−masoquista ama as doces maldades e cai nos cultos fálicos mais sangrentos. As missas negras da Idade Média, com mulheres nuas sobre o 
altar e assassinato de crianças inocentes, são vivos exemplos deste gênero de clarividência tenebrosa e fatal. 
Os sacrifícios humanos de todos os tempos e de todas as religiões são o resultado da clarividência−sado−masoquista. O bárbaro costume de assassinar pessoas no altar para o ritual litúrgico constitui outro exemplo vivo do que se torna a clarividência desse tipo. 
No Século 15 celebrava−se a missa negra com sacrifícios humanos em muitos castelos medievais. Gil de Retez, em Tiffanges, França, tinha em seu castelo uma igreja, cujos sacerdotes celebravam a missa negra. Retez foi acusado de assassinar duzentos meninos em suas missas negras. Catarina 
de Medicis também fazia celebrar missas negras com sacrifícios de crianças inocentes. 
Aquelarre, com suas missas negras e bruxarias, rivalizava com os sacerdotes do Santo Ofício da Inquisição Católica no assassínio de inocentes. 
Esta é a clarividência sado−masoquista criminal e terrivelmente perversa.
 
Aqueles que alcançam fazer Consciência Consciente de um defeito moral, desintegra−o totalmente. 
Quando um homem desintegra todos seus defeitos, o Eu se dissolve. E quando o Eu se dissolve advém a nós a Verdade, nesse momento nos tornamos clarividentes perfeitos. 
A Verdade nasce da compreensão criadora. A Verdade é atemporal, eterna e divina. O Eu não pode conhecer a Verdade por que o Eu é um manejo de recordações. O Eu é o tempo. O Eu nasce no tempo e morre no tempo. A morte é uma subtração de restos. Depois de terminada a operação matemática ficam os valores que mais tarde se reencarnam. Esses valores são: o Eu, o Mim Mesmo, o Ego reencarnante. 
O Eu é uma ilusão e todo crime e delito, e todo vício, é o resultado fatal da afirmação do Eu, do Mim Mesmo. A origem da dor é o Eu. Quando aniquilamos o desejo, dissolve−se o Eu, onde está o Eu não pode estar a Verdade, por que a Verdade e o Eu são incompatíveis. 
O erro é uma projeção do Eu na Roda do Samsara. Essa é a Roda das Reencarnações e do Carma. O Eu é a heresia da separatividade. 
O EU é a origem do egoísmo, ódio, fornicação, adultério, inveja, ira, etc. O Eu é a sede dos prazeres e a fonte de orgulho e da vaidade. Para encarnar a Verdade é necessário dissolver o Eu. Para alcançar a Paz interior é necessário dissolver o Eu. Para chegar à clarividência perfeita e à suprema iluminação se necessita dissolver o Eu. 
A Verdade é o Cristo Interno de todo o homem. 
O Eu é a antítese, é o Satã que levamos dentro. Onde está Satã não pode estar a verdade. 
Aqueles que dividem os Eus, um superior e outro inferior, caminham pela senda do erro. Aqueles que afirmam a existência de um Eu divino, estão endeusando a Satã. 
O Espírito individual não existe. Existe o Espírito Universal de Vida. A Chispa Imortal de todo Homem é o Ser, o Espírito Universal Eterno e pleno de Suprema Felicidade.

O delinqüente não se reforma no cárcere. O sistema carcerário tem resultado em completo fracasso. Na prisão os delinqüentes multiplicam o seu ódio e o seu rancor contra a sociedade. 
O maior pecado é a ignorância. 
Só com uma sábia psicoterapia pedagógica pode se obter a transformação desses seres anormais. O tratamento corretivo pedagógico converteria os cárceres em verdadeiras escolas reformatórias. Não devem existir penitenciárias, mas sim, Escolas de Recuperação. Granjas Agrícolas, 
Oficinas Industriais, etc., onde o delinqüente pode ser curado pela 
psicoterapia pedagógica. 
Os sentenciados devem ser tratados com infinito amor e misericórdia.
Ao analisar a psicogênese do ato criminoso pelo qual se processa um determinado indivíduo, deve−se ter em conta os fatores subconscientes. 
Essa classe de fatores se reduz a três: Genótipo, Fenótipo e Personalidade 
(herança, educação e circunstâncias). Do perfeito equilíbrio entre esses três fatores se deve a conduta social do indivíduo. 
Quando existe desequilíbrio desses três fatores o resultado é o delito. Eles podem ser positivos ou negativos. São positivos quando se traduzem em reto pensar, reto sentir e reto trabalhar. 
São negativos quando se expressam em pensamento, sentimento e fatos criminosos. 
A herança é o veículo do Carma ou Lei do Destino. Aqui não se trata de crer ou não crer. O que necessitamos é analisar e explorar profundamente os recôncavos da mente. 
O problema de dizer “creio ou não creio” é próprio dos ignorantes. Nós somos matemáticos na investigação científica e exigentes na análise e na expressão. 
A morte é uma subtração. Terminada a operação aritmética, só ficam os valores, os quais continuam. 
Esses valores constituem−se no Eu Psicológico, no Mim Mesmo, no Ego, que se reencarna para satisfazer seus desejos frustrados e para constituir−se em outra personalidade. 
 
Os três fatores Genótipo, Fenótipo e Protótipo são a Psicogênese de todo ato criminoso. 
Só com uma cultura integral se obtém extirpar o delito desde suas mais íntimas raízes.
 
A Psiquiatria Forense pode ampliar−se tremendamente com esses estudos para explorar profundamente a causa causarum de todo delito. 
A responsabilidade criminal ante os tribunais tem raízes demasiadamente fundas, tão profundas que nem mesmo a psicanálise de Freud as suspeita. 
A Sabedoria Oculta é a base de toda ciência. 
Vitor Hugo disse: “Quem ri do que desconhece está a caminho da idiotia”. 

Os cárceres estão cheios de delinqüentes mentalmente enfermos. 
Os micróbios ultra−sensíveis debilitam a mente e conduzem o homem ao delito. 
Milhões de delinqüentes sentem−se inocentes e não existe ainda profilaxia mental nem serviços de salubridade mental. Fala−se muito de cultura física, mas faltam institutos de cultura psíquica. Admitem−se correntes de ar que são verdadeiros porta−bacilos infecciosos, mas se ignora que as correntes mentais são também transmissoras de micróbios ultra−sensíveis capazes de corromper, adoecer e matar. 
Os casos de obsessão psíquica devem ser estudados pela Psiquiatria Forense. As prisões estão abarrotadas de enfermos mentais. Não há médico para esses infelizes. Milhares de delinqüentes são inocentes. 
Necessita−se ampliar a Psiquiatria Forense. 
Para toda enfermidade existe o seu antídoto específico. 
É óbvio que quando se condena um delinqüente requer−se o corpo de delito. 
Também se necessita justificar o corpo de delito de acordo com todas as formas legais estabelecidas pelos códigos de procedimentos penais. 
 “Por seus frutos os conhecereis.” A cada pessoa se conhece por suas obras. 

Atualmente a ciência da Criminologia se acha estancada com as superstições da seita fanática materialista.

Existem duas classes de autores criminais. Os primeiros são aqueles que induzem aos demais à delinqüência por meio do hipnotismo, espiritismo, intimidação, coação, bruxaria ou condicionamento psicológico. Esses são os mediadores. 
Os segundos são os autores imediatos, os quais cometem o delito concreto, as situações de fato. 
Adler, Jung e Freud têm dado à Psiquiatria o ABC da Criminologia Científica. 
O Direito Penal não é criminologia. O Direito Penal é unicamente um convênio dos homens para defender a sociedade. 
Os sátiros, por exemplo, são criminosos mesmo que não estejam 
aprisionados no cárcere. 
As Endocrinopatias conduzem ao delito e sem dúvida o Direito Penal nada tem a ver com isso. 

Os traumas e as impressões nervosas transtornam muitas vezes as funções do sistema nervoso cérebro−espinhal e também os funcionalismos do sistema nervoso grande simpático e glândulas de secreção interna. 
Necessitamos transcender a lei bárbara de Talião e estudarmos a 
Criminologia à luz da Psiquiatria Ampliada. 
Há que ter em conta e estudar o Eu hereditário, o Eu inconsciente, o Eu infraconsciente, o Eu subconsciente, o eu epileptóide e o Eu fenotípico. 
Há que explorar profundamente o Eu nos recôncavos mais profundos da mente e organizar uma Psicoterapia Transcendental para curar os enfermos delinqüentes. 
A Lei de Talião não reforma nada. A dor é inútil. Necessita−se a Psicoterapia. 
Há que estudar os síndromes ou enfermidades psíquicas. Os diagnósticos criminológicos devem fundamentar−se na Psiquiatria Ampliada. 
Há que analisar as alternações mentais sobre bases da Teosofia. 
Ë urgente conhecer o corpo mental. 
E necessário ampliar a Psiquiatria Forense. 
Há que estudar em forma didática a Psicobiologia e a Psicopatologia. 
A tarefa valiosa de Lombroso e Marro fica incompleta sem a Teosofia. Os estudos de Antropologia Criminal aperfeiçoados por Vervaeck ao aplicá−los nos sistemas puramente penitenciários, tornam−se incompletos quando não se estuda a Psiquiatria Ampliada com sabedoria teosófica. 
Há que fazer a análise psicossomática do delinqüente. 
É urgente conhecer a Psicofisiologia do delinqüente. 
O diagnóstico e o prognóstico sobre a personalidade do delinqüente são exatos quando conhecemos a teosofia e matérias rosa−cruzes. 
Toda ciência está incompleta quando se desconhece a Sabedoria Oculta.
O diagnóstico e o prognóstico do delinqüente devem ser exatos porque do contrário continuaria a Lei de Talião.  
As penitenciárias devem converter−se em clínicas de psiquiatria, hospitais, universidades, escolas, fábricas, granjas agrícolas. 
A psicoterapia é polifacética. 
Cada delinqüente necessita de seus professores especializados. 
O tratamento corretivo, pedagógico, a psicoterapia pedagógica, deve estar a cargo de psiquiatras que verdadeiramente hajam estudado...()
A boa música, as conferências, os cinemas educativos e altamente 
espirituais, os banhos, os passeios ao ar livre, a vida sexual sã podem revolucionar e curar os delinqüentes. 
A Lei de Talião fracassou indubitavelmente. 
Agora necessita−se da psicoterapia pedagógica corretiva.
O uso equivocado dos poderes psíquicos é criminoso. 
A ignorância é a causa do mal uso dos poderes psíquicos. 
A psiquiatria, ampliada com matérias teosóficas e rosa−cruzes, tirará a Criminologia do estado de estagnação em que se encontra. 
O Direito Penal deve ser reformado com assentamento na criminologia científica. 
A Psicobiologia sem Teosofia é como um jardim sem água. 
Todo Estudante Esotérico deve ter disciplina e cultura intelectual. 
O ocultista sem disciplina e cultura intelectual converte−se em delinqüente.

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